sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Aumento da tarifa de transporte afeta saúde psíquica dos pobres, acredita psicanalista | Jornalistas Livres

"O impedimento do deslocamento do corpo na cidade empobrece o repertório de imagens, palavras, sons e ruas, aquilo que usamos para produzir fantasias que nos confortam em situações de frustração. Um repertório psíquico mais pobre pode ter mais dificuldade para encontrar saídas quando o sofrimento chega. Apostaria que saber que há um mundo lá do outro lado que não pode ser acessado é um a mais de frustração. Ou ainda pior: saber, sem reconhecer os motivos, talvez até assumindo responsabilidade e culpa por isso." Não é só por 20 centavos.

Por Igor Ojeda, Le Monde Diplomatique Brasil Não é só pelos 20 centavos. Quer dizer, para as famílias mais pobres, o aumento de R$ 3,80 para R$ 4,00 nas tarifas de ônibus, metrô e trem em São Paulo, determinado pelo prefeito João Doria e pelo governador Geraldo Alckmin nesta virada de ano, n...

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

A mudança da Ceagesp é mesmo necessária?

Um bom negócio imobiliário, sem dúvida. Já o benefício para a cidade, isso é bem mais discutível...

Por Pedro Mendonça * e Raquel Rolnik** O futuro do edifício da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp) na Vila Leopoldina, na zona oeste, está em discussão. Só n…

sábado, 16 de dezembro de 2017

Vai a pé ou vai de carro? A expropriação do espaço público pelo automóvel - Socialista Morena

Questões urbanas vão ganhando cada vez mais atenção de ativistas em geral, não apenas de urbanistas e afins. É um ótimo sinal para quem quer que defenda cidades mais democráticas e justas.

Foi preciso um trabalho de propaganda ideológica para fazer uma pessoa sentada num carro ser vista como mais respeitável do que alguém andando com as próprias pernas

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Rádio Bandeirantes

Entrevista que eu concedi este domingo à Rádio Bandeirantes sobre o meu doutorado, em que discuto os retratos da urbanização paulistana presentes nos sambas de Adoniran Barbosa, Geraldo Filme, Paulo Vanzolini e outros. Muito oportuno, inclusive, porque veio ao ar na mesma semana em que um pesquisador americano mostra relações semelhantes entre urbanização e rap em Nova Iorque. Vale a pena conferir.

BANDEIRANTES ACONTECE O arquiteto e urbanista Marcos Virgílio da Silva utilizou sambas como "Saudosa Maloca", de Adoniran Barbosa, para analisar as transformações de São Paulo nas décadas de 1950 e 1960. O pesquisador conversou com o jornalista Leandro Gouveia no Bandeirantes Acontece sobre sua tese de doutorado para a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. #RádioBandeirantes

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Moradores de SP reclamam da falta de árvores na cidade - Notícias - R7 SP Record

No dia 14/set, o programa SP Record abordou a questão da carência de arborização na cidade de São Paulo. Eu fui entrevistado para a reportagem, tentando desvendar a desigualdade na distribuição de áreas verdes entre diferentes distritos da cidade, e o que fazer a respeito.

A quantidade de árvores em São Paulo é menor do que o recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Assista à matéria.

O que o hip hop tem a ensinar ao urbanismo, segundo este arquiteto

Eu não podia deixar de compartilhar esta matéria, pelas inúmeras afinidades com minha própria pesquisa. É interessantíssimo notar como os rappers novaiorquinos ressignificaram espaços que tinham sido degradados pelas intervenções urbanas de duas décadas antes. Por aqui o mesmo aconteceu, mas antes do rap, no nosso caso, teve o samba. ;-)

O intercâmbio entre o movimento cultural dos guetos e o planejamento das cidades é o foco do trabalho do americano Michael Ford

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

As discretas invasões da burguesia

Alguém seria capaz de imaginar uma situação dessas ser descrita como "invasão", causar indignação contra os "bandidos" e "vagabundos" e ser resolvida em reintegração de posse com ação policial e uso de bombas de gás, armas e tanques?

Clubes seletos. Bancos. Faculdades privadas. Grupo de Magistrados. Em SP, organizações privadas surrupiam áreas públicas. Mídia silencia e governador tolera

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Researchers Are Mapping the Racist Foundations of Minneapolis Housing Patterns

Nos EUA, o racismo está sendo posto a nu, explicitado e enfrentado abertamente. Não sei se vai ser resolvido, mas nomear o problema é sempre o primeiro e fundamental passo para resolvê-lo. A pior postura, ao meu ver, é fazer o que estamos fazendo no Brasil: fingir que não vê, esconder debaixo do tapete e acusar de "dividir" quem está simplesmente revelando o problema.

This project will edit a certain city narrative.

terça-feira, 18 de julho de 2017

6 Ways Affordable Housing Developers Are Fighting NIMBYism

Muitas pessoas se dizem favoráveis à construção de moradias populares... Desde que não seja muito perto delas. Vimos isso aqui em São Paulo, na época da discussão sobre o zoneamento. Bem, isso também ocorre em outros lugares, como os EUA, e lá esse tipo de movimento tem até nome: NIMBY ("Not in my back yard", ou "não no meu quintal"). Nesta matéria, uma pesquisadora expõe o que acredita ser uma forma de enfrentar esse problema.

And the case for nixing the NIMBY label altogether.