terça-feira, 24 de abril de 2018

Índice de Caminhabilidade Versão 2.0 – Ferramenta

"O Índice de Caminhabilidade (iCam) é uma ferramenta que permite mensurar as características do ambiente urbano determinantes para a circulação dos pedestres, bem como apresentar recomendações a partir dos resultados obtidos na avaliação. A primeira versão do iCam foi lançada em 2016 e passou por um aperfeiçoamento com o objetivo de aumentar o potencial de aplicação da ferramenta nas cidades brasileiras. A versão 2.0 é composta por 15 indicadores agrupados em seis diferentes categorias. A publicação Índice de Caminhabilidade Versão 2.0 – Ferramenta apresenta a metodologia de avaliação, formulários para o levantamento de campo e planilhas de cálculo para os resultados finais, com o intuito de oferecer uma ferramenta capaz de avaliar as condições do espaço urbano e monitorar o impacto de ações de qualificação do espaço para uso do pedestre." Fonte: Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento https://ift.tt/2qTCzfY

Índice de Caminhabilidade Versão 2.0 – Ferramenta 24 de January de 2018 Por ITDP Brasil O Índice de Caminhabilidade (iCam) é uma ferramenta que permite mensurar as características do ambiente urbano determinantes para a circulação dos pedestres, bem como apresentar recomendações a partir ...

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Natureza e consenso: uma reflexão a partir do Rio Tietê – Diplomatique

Excelente texto para discutir a relação entre cidade e natureza, entre São Paulo e seus rios. "O consenso serve ao controle social e desvia o foco de objetivos e consequências das intervenções urbanísticas, mas, para isso, tem por base discursos e exaltações ideais, portanto, inquestionáveis. Isso posto, para retomar o debate que aqui nos interessa, é preciso reconhecer de que modo a natureza foi transforma em um consenso em nosso tempo."

“É necessário, dramaticamente urgente, reconciliar o Rio Tietê com a cidade”, afirmava Jânio Quadros, prefeito de São Paulo entre os anos 1985 e 1988, no prefácio do caderno de apresentação do projeto urbanístico Parque do Tietê

quarta-feira, 4 de abril de 2018

The 100 Most Influential Urbanists

Um "ranking" dos 100 urbanistas mais influentes da História. Claro que qualquer lista desse tipo vai gerar polêmica - em geral, são feitas pra isso mesmo - mas o interessante é ver que tem um brasileiro na lista, e quase no topo. Mas quem apostou em Lúcio Costa perdeu. Confira a lista: será que você concorda?

These are the people that have had the most influence on the places and environments that we call home.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Belas Artes realiza aula inaugural do Programa de Mestrado | Notícias | Belas Artes

Projeto Participativo e a experiência do Taller Total argentino da década de 1970. A mesa redonda do dia 16/03 vai discutir esses temas na Aula Inaugural do Programa de Mestrado Profissional em Arquitetura, Urbanismo e Design da Belas Artes.

Ideia do evento é dar início a discussões pertinentes às linhas de pesquisa e à área de concentração do curso

sexta-feira, 2 de março de 2018

Raquel Rolnik

Uma das reclamações mais comuns dos cidadãos das cidades brasileiras é que as cidades são "caóticas" e que "não há planejamento". Mas a cada rodada de elaboração de Planos Diretores, o que se vê é que o poder econômico não admite negociar seus interesses imediatos em favor de uma cidade melhor - que, no longo prazo, também reverteria em melhores oportunidades econômicas mesmo para ele. Aí, quando confrontado com o restante da população, esse poder econômico recua temporariamente, permite que uma lei "democrática" seja aprovada, para imediatamente se empenhar na eleição de um governante que vai ignorar esse "pacto social" (porque, afinal, era falso) e vai criar as condições para que aqueles interesses imediatos sejam plenamente atendidos. Somente a forte mobilização social poderá quebrar esse círculo vicioso que, por todo o século XX (no mínimo) gerou as catástrofes ambientais e urbanísticas que são nossas cidades.

Projeto de Lei de revisão do Zoneamento gera controvérsia, enquanto isto o zoneamento vai sendo alterado por decreto através dos PIUs (Projetos de Intervenção Urbana)

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Aumento da tarifa de transporte afeta saúde psíquica dos pobres, acredita psicanalista | Jornalistas Livres

"O impedimento do deslocamento do corpo na cidade empobrece o repertório de imagens, palavras, sons e ruas, aquilo que usamos para produzir fantasias que nos confortam em situações de frustração. Um repertório psíquico mais pobre pode ter mais dificuldade para encontrar saídas quando o sofrimento chega. Apostaria que saber que há um mundo lá do outro lado que não pode ser acessado é um a mais de frustração. Ou ainda pior: saber, sem reconhecer os motivos, talvez até assumindo responsabilidade e culpa por isso." Não é só por 20 centavos.

Por Igor Ojeda, Le Monde Diplomatique Brasil Não é só pelos 20 centavos. Quer dizer, para as famílias mais pobres, o aumento de R$ 3,80 para R$ 4,00 nas tarifas de ônibus, metrô e trem em São Paulo, determinado pelo prefeito João Doria e pelo governador Geraldo Alckmin nesta virada de ano, n...

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

A mudança da Ceagesp é mesmo necessária?

Um bom negócio imobiliário, sem dúvida. Já o benefício para a cidade, isso é bem mais discutível...

Por Pedro Mendonça * e Raquel Rolnik** O futuro do edifício da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp) na Vila Leopoldina, na zona oeste, está em discussão. Só n…

sábado, 16 de dezembro de 2017

Vai a pé ou vai de carro? A expropriação do espaço público pelo automóvel - Socialista Morena

Questões urbanas vão ganhando cada vez mais atenção de ativistas em geral, não apenas de urbanistas e afins. É um ótimo sinal para quem quer que defenda cidades mais democráticas e justas.

Foi preciso um trabalho de propaganda ideológica para fazer uma pessoa sentada num carro ser vista como mais respeitável do que alguém andando com as próprias pernas

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Rádio Bandeirantes

Entrevista que eu concedi este domingo à Rádio Bandeirantes sobre o meu doutorado, em que discuto os retratos da urbanização paulistana presentes nos sambas de Adoniran Barbosa, Geraldo Filme, Paulo Vanzolini e outros. Muito oportuno, inclusive, porque veio ao ar na mesma semana em que um pesquisador americano mostra relações semelhantes entre urbanização e rap em Nova Iorque. Vale a pena conferir.

BANDEIRANTES ACONTECE O arquiteto e urbanista Marcos Virgílio da Silva utilizou sambas como "Saudosa Maloca", de Adoniran Barbosa, para analisar as transformações de São Paulo nas décadas de 1950 e 1960. O pesquisador conversou com o jornalista Leandro Gouveia no Bandeirantes Acontece sobre sua tese de doutorado para a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. #RádioBandeirantes

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Moradores de SP reclamam da falta de árvores na cidade - Notícias - R7 SP Record

No dia 14/set, o programa SP Record abordou a questão da carência de arborização na cidade de São Paulo. Eu fui entrevistado para a reportagem, tentando desvendar a desigualdade na distribuição de áreas verdes entre diferentes distritos da cidade, e o que fazer a respeito.

A quantidade de árvores em São Paulo é menor do que o recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Assista à matéria.

O que o hip hop tem a ensinar ao urbanismo, segundo este arquiteto

Eu não podia deixar de compartilhar esta matéria, pelas inúmeras afinidades com minha própria pesquisa. É interessantíssimo notar como os rappers novaiorquinos ressignificaram espaços que tinham sido degradados pelas intervenções urbanas de duas décadas antes. Por aqui o mesmo aconteceu, mas antes do rap, no nosso caso, teve o samba. ;-)

O intercâmbio entre o movimento cultural dos guetos e o planejamento das cidades é o foco do trabalho do americano Michael Ford

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

As discretas invasões da burguesia

Alguém seria capaz de imaginar uma situação dessas ser descrita como "invasão", causar indignação contra os "bandidos" e "vagabundos" e ser resolvida em reintegração de posse com ação policial e uso de bombas de gás, armas e tanques?

Clubes seletos. Bancos. Faculdades privadas. Grupo de Magistrados. Em SP, organizações privadas surrupiam áreas públicas. Mídia silencia e governador tolera

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Researchers Are Mapping the Racist Foundations of Minneapolis Housing Patterns

Nos EUA, o racismo está sendo posto a nu, explicitado e enfrentado abertamente. Não sei se vai ser resolvido, mas nomear o problema é sempre o primeiro e fundamental passo para resolvê-lo. A pior postura, ao meu ver, é fazer o que estamos fazendo no Brasil: fingir que não vê, esconder debaixo do tapete e acusar de "dividir" quem está simplesmente revelando o problema.

This project will edit a certain city narrative.

terça-feira, 18 de julho de 2017

6 Ways Affordable Housing Developers Are Fighting NIMBYism

Muitas pessoas se dizem favoráveis à construção de moradias populares... Desde que não seja muito perto delas. Vimos isso aqui em São Paulo, na época da discussão sobre o zoneamento. Bem, isso também ocorre em outros lugares, como os EUA, e lá esse tipo de movimento tem até nome: NIMBY ("Not in my back yard", ou "não no meu quintal"). Nesta matéria, uma pesquisadora expõe o que acredita ser uma forma de enfrentar esse problema.

And the case for nixing the NIMBY label altogether.

sábado, 24 de junho de 2017

Para retomar o projeto da Reforma Urbana

"O Brasil perdeu uma oportunidade de avançar na política habitacional integrada com a qualificação urbana. Investiu muito nos últimos anos, mas num programa comandado por empresas, que definem o que construir, onde, como, para quem, em função de regras minimalistas propostas por um banco, a Caixa Econômica Federal." Pela retomada da agenda de Reforma Urbana

Esquecido também nos anos do lulismo e oprimido pela especulação imobiliária, ele pode ressurgir nas ocupações, nos coletivos que exigem cidades sem cercas e nas universidades, diz pesquisador…

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Como o uso misto e a preservação de prédios históricos qualificam os bairros | TheCityFix Brasil

"(...) bairros mais antigos e de uso misto são mais caminháveis; pessoas jovens gostam e preferem morar em prédios mais velhos; a economia criativa prospera em bairros mais antigos e de uso misto; a vida noturna é mais ativa em ruas com uma variedade ampla de idades das construções; distritos mais antigos de negócios e de uso misto possuem maior densidade populacional, sem grandes alturas." Esperando que um dia os "nossos" representantes - atualmente representando apenas um pequeno grupo de investidores imobiliários e financeiros de visão extremamente pobre e reduzida - entendam o bem que faz para a economia a opção por preservar e reusar, em vez de demolir e reconstruir (quase sempre com pior qualidade).


segunda-feira, 12 de junho de 2017

Região da Luz em disputa: mapeamento dos processos em curso – Le Monde Diplomatique

Um vazio? Uma área sem vida? A chamada "cracolândia" sob um olhar mais cuidadoso do que o do noticiário sensacionalista, dos interesses imobiliários ou das políticas públicas autoritárias.

Para debater as ações desencadeadas pelo governo estadual e pela Prefeitura de São Paulo a partir do dia 20 de maio na região conhecida como cracolândia, no centro da capital paulista, lançamos neste momento mais uma série especial do Le Monde Diplomatique Brasil, exclusiva para versão digital. Com…

domingo, 11 de junho de 2017

O que aconteceu com as gigantes cidades fantasmas da China?

"As novas cidades da China, em todo o seu planejamento meticuloso, atentam contra princípios básicos da vida urbana. Impedem o desenvolvimento autônomo, baseado nas necessidades do dia a dia da população, ao mesmo tempo em que coíbem a criatividade espontânea oriunda de concentrações populacionais."

Quando pensamos em migração do campo para a cidade, imaginamos um movimento em busca de melhores condições de vida, motivado por necessidade ou pela ambição de um futuro mais promissor. Na China, no entanto, um processo de incorporação de mais de 250 milhões de pessoas a cidades, em apenas 20 anos,…

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Quatro maneiras como a pobreza pode afetar o cérebro

A interface cultura-biologia é sempre um tema complexo, polêmico e arriscado. A chance de escorregar em reducionismos e simplificações indevidas é enorme - especialmente em um momento em que muitos parecem querer evitar reflexões mais complexas em favor de palavras de ordem e respostas fáceis. A questão desta matéria parece ser especialmente importante em uma cidade como São Paulo, onde (ainda) se concentra uma enorme população de pobreza violenta - e que, dadas as inclinações dos nossos governantes atuais, só tende a se agravar - e que também tem sido mostrada, recentemente, como uma das cidades com maior concentração de pessoas portadoras de distúrbios psíquicos/psiquiátricos. Há exatamente um século atrás, a discussão científica nesse tema estava no tamanho da influência da hereditariedade ("raça") ou das condições de saúde ("higiene") na suposta "degenerescência" da população. Não precisamos retomar essa linguagem higienista-eugenista, mas a discussão de como condições extremas de sobrevivência ameaçam não apenas o bem-estar e o conforto das pessoas é fundamental. Até para desmontarmos os argumentos rasos de que pobreza é uma questão de "preguiça", "vagabundagem" e outros chavões do discurso da "meritocracia" (com muitas aspas)...

Neurociência tenta estabelecer vínculo direto entre situação precária de vida e deterioração cerebral....